quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CALENDÁRIO DA IGREJA ADVENTISTA - UCB


Novembro
03        Sábado Missionário
10        Dia do Ancião / Intercessão pela Colheita (Reavivamento e Reforma)
10        O Poder de 200 mil orações, pela Semana de Evangelismo com Pr. Bullón
17        Dia do Espírito de Profecia
17-24    Semana de Evangelismo “A Grande Esperança” – Pr. Bullón

Dezembro
01        Sábado Missionário – Evangelismo com Publicações (Lançamento do livro missionário)
08        Dia Mundial da Mordomia Cristã – Dia Mundial de Adoração
12        Culto Especial “Os 144 mil e o Tempo do Fim”
15        Programa da Igreja Local – Encerramento do Mutirão de Natal
22        Programa da Igreja Local
23        Batismo de Gratidão
29        Dia da Educação Cristã

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

VÍDEO RESUMO DA LIÇÃO 05 - CRESCENDO EM CRISTO


LIÇÃO Nº05 - CRESCENDO EM CRISTO

Crescendo em Cristo


Casa Publicadora Brasileira – Llição 542012


Sábado à tarde Ano Bíblico: Lc 21, 22

VERSO PARA MEMORIZAR: “Tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Cl 2:15, NVI).

Leituras da semana: Is 35:10; Mc 10:45; Rm 6:12-23; Ef 6:12; Cl 1:16; Gl 4:1-11; Cl 2:15

Pensamento-chave: A vitória de Cristo sobre a cruz define a extensão da vitória na qual o cristão pode crescer.

O item acrescentado às crenças fundamentais da Igreja, votado na 58ª Assembleia da Associação Geral (em 2005), foi intitulado “Crescimento em Cristo”. Quando a declaração é analisada, os seguintes pontos importantes se tornam evidentes: Jesus derrotou os poderes satânicos e as forças do mal; por meio de Cristo, é possível vencer esses poderes, incluindo suas manifestações passadas na vida de alguém; finalmente, há condições para que essas vitórias se realizem na experiência de uma pessoa.

Esses pontos ocuparão nossa atenção nas três próximas lições. Nesta semana examinaremos a natureza da vitória conquistada por Cristo na cruz. Por Sua vitória, não somente sobre o pecado, mas sobre qualquer outra força que atue contra a humanidade e a criação de Deus, Cristo alcançou salvação para nós.

À medida que procuramos compreender o que Cristo realizou em nosso favor, estaremos mais bem preparados para entender o que podemos alcançar em nossa vida agora. Sua vitória pode ser a nossa vitória, se a reivindicarmos para nós, porque, não importa o que Jesus fez por nós, devemos decidir aceitar isso. A vitória não é dada automaticamente a ninguém.

Domingo Ano Bíblico: Lc 23, 24


A redenção


O cristianismo é “uma religião de redenção”, na qual as pessoas são salvas da ruína do pecado por meio do que outra Pessoa, neste caso Jesus, fez por elas. Assim, a religião cristã pode ser diferenciada de “uma religião da lei”, em que alguém pode mudar seu destino pelos próprios esforços em “fazer boas obras”. Precisamos dessa redenção porque, segundo a Bíblia, sem Cristo as pessoas são escravas do pecado (Jo 8:34) e estão sob sentença de morte (Rm 6:23). Elas não podem se libertar dessas duas condições. A situação do pecador requer intervenção externa, e essa intervenção tem um preço. Como o Novo Testamento ensina de modo tão claro, esse preço foi a morte de Jesus na cruz.

1. Leia os textos bíblicos e marque “s” para sim ou “n” para não: O que está incluído no conceito de redenção? Is 35:10; Mc 10:45; Gl 4:4, 5; Tt 2:14; Hb 9:12; 1Pe 1:18, 19
A) O nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo. ( )
B) O ministério de Cristo no santuário celestial, com base no Seu sangue. ( )
C) O fato de que Deus escolheu uns para a redenção e outros para a perdição. ( )
D) A nossa adoção como filhos de Deus, perdoados e purificados. ( )

Do ponto de vista do Novo Testamento, a morte redentora de Cristo é sacrifical e substitutiva. Ele tomou nosso lugar, sacrificando-Se em nosso favor, sofrendo a nossa morte para que não tenhamos que enfrentá-la. Embora alguns rejeitem essa ideia porque não gostam da noção do sofrimento de alguém no lugar de outro (especialmente no lugar do culpado), essa é a essência da mensagem evangélica.

“A menos que nossa linguística esteja em falta, quando o Novo Testamento fala de redenção, isso significa que Cristo pagou o preço da nossa redenção. Visto que o preço pago deve ser adequado à compra em questão, isso indica uma equivalência, uma substituição” (Leon Morris, The Apostolic Preaching of the Cross [A Pregação Apostólica da Cruz]; Grand Rapids, Wm. B. Eerdman Publishing Co., 1965, p. 61).

Pense em algumas coisas em sua vida que você acha impossível mudar, questões sobre as quais você é absolutamente impotente para resolver. Da mesma forma, somos absolutamente impotentes para nos salvar. Como essa compreensão nos ajuda a entender melhor o que Cristo fez por nós na cruz? Mais importante ainda, como essa verdade maravilhosa da redenção deve afetar nossa vida?

Segunda Ano Bíblico: Jo 1–3

Escravos libertados


Quando entendemos a redenção como libertação de uma forma de escravidão que necessitava de ajuda “externa”, concluímos que a humanidade pecadora é dominada por uma força ou influência mais forte do que ela mesma. A questão que precisa ser respondida é: Que poder ou instrumento tem escravizado a humanidade pecadora de maneira violenta?

2. Marque “v” para verdadeiro e “f” para falso: De acordo com Romanos 6:12-23 (especialmente os versos 18, 20 e 22), do que Jesus nos liberta? Em que contexto ocorre a libertação?
A) Liberta das obrigações da lei, no contexto do Antigo Testamento. ( )
B) Liberta as nações da política da escravidão. ( )
C) Liberta do pecado, anulando sua condenação e seu domínio em nossa vida prática. ( )
D) Liberta do excesso de santidade, que pode levar ao orgulho. ( )

Pense no que Paulo disse nos versos acima, e no que ele disse em Romanos 6:1-11. Paulo falou sobre o que acontece no batismo cristão. Ele apresentou algumas coisas que deviam ter morrido com Cristo no batismo. Depois de mencionar essas coisas, Paulo desafiou os cristãos, que se uniram a Cristo, a manifestar o senhorio de Cristo, que os “libertou” do poder do pecado.

O resultado é que, segundo Paulo, não importa quanto a nossa natureza tenha sido corrompida pelo pecado, por meio de Cristo podemos ser livres do seu poder escravizante. Quem não viu a devastação que pode ser causada por esse tipo de escravidão? Quem não viu vidas arruinadas pelo pecado? Quem não lutou contra o poder do pecado em sua vida? Esse é, de longe, o maior inimigo que os seres humanos já enfrentaram.

O que torna essa escravidão tão perversa é que ela não é imposta apenas de fora para dentro, mas também tem sua origem dentro de nós. Como podemos ser libertados de uma escravidão, de um cativeiro, que se origina em nós, na nossa própria natureza?

A resposta, como vimos nos versos acima, vem unicamente do poder de Jesus, que conquistou a vitória para nós e que nos oferece o poder para vencer. Por meio de Cristo, somos não apenas perdoados dos nossos pecados; devemos morrer para eles, e ser libertados deles. Eles não mais devem nos dominar. Essas são promessas maravilhosas, poderosas, que todos os que professam o nome de Cristo devem reclamar para si mesmos.

Qual tem sido sua experiência com o poder escravizador e cruel do pecado? Como você pode aprender a se apegar mais às maravilhosas promessas de libertação oferecidas em Jesus?


Terça Ano Bíblico: Jo 4–6


Principados e potestades: parte 1


A Bíblia descreve nosso mundo como estando sob o domínio das forças do mal, que procuram nos controlar e destruir. O grande conflito é o resultado da atuação do Senhor contra esses poderes. A grande notícia é que, depois da cruz, a vitória contra eles está assegurada. Embora o conflito continue dramático, a vitória pertence a Deus, e dela podemos compartilhar pela fé.

3. O que a Bíblia diz sobre a realidade do conflito? Que grande esperança e promessas encontramos nela? (Marque “v” para verdadeiro e “f” para falso) 1Jo 3:8; 5:19; Jo 12:31; 16:11; Ef 6:12; Cl 1:16; 2:15; Rm 8:38, 39

A) “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para amenizar as obras do diabo.” ( )
B) “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro já não mais está no Maligno.” ( )
C) “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades.” ( )
D) Nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus.” ( )

No século 21, muitas pessoas mantêm uma cosmovisão científica. Para essas pessoas, um mundo habitado por forças do mal e dominado por poderes demoníacos hostis é predominantemente visto como um resquício de uma era de superstição e ignorância. Em contraste com isso, a Bíblia apresenta, como parte da realidade do mundo, uma organização de forças hostis incluindo principados e potestades demoníacos. A visão bíblica do mundo é grande o suficiente para abranger a cosmovisão natural e também a sobrenatural.

Em Romanos 8:38, por exemplo, a palavra grega traduzida como “principados” é archai, que poderia se referir a governantes civis e também a poderes sobrenaturais que tentam exercer o domínio do mal sobre os homens. Em Efésios 6:12, a expressão literal “príncipes das trevas deste século” (RC) também poderia ser traduzido como “dominadores deste mundo tenebroso” (RA).

“Evidentemente, Paulo está se referindo a espíritos malignos pessoais, que exercem um grau de autoridade sobre o mundo. Compare a expressão ‘príncipe deste mundo’, que descreve Satanás, em João 12:31; 14:30; 16:11. A personalidade do diabo também estava clara para o revelador” (Ap 2:10; 12:10; The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 6, p. 1.044.

Quarta Ano Bíblico: Jo 7–9

Principados e potestades: parte 2


Como vimos, a palavra traduzida como “principados” pode se referir a governantes mundiais ou poderes sobrenaturais que tentam exercer controle sobre a vida humana. Outra palavra grega usada em conjunto com o termo “principados” (archai) é a palavra stoicheia, que significa literalmente “elementos”, ou “substâncias ou princípios elementares”. O contexto em que stoicheia é usada revela outros aspectos deste mundo caído, dos quais fomos redimidos pela vitória de Cristo na cruz.

4. Marque um “x” nas respostas certas: Além dos poderes malignos literais, de que outras coisas fomos libertados por Jesus? Cl 2:8, 14, 20; Gl 4:1-11

A) Filosofia ( ); B) Vãs sutilezas ( ); C) Rudimentos do mundo ( ); D) Lei moral, que nos trazia condenação ( ); E) Tradição dos homens ( ).

O Novo Testamento, principalmente o conceito de Paulo sobre os “poderes”, parece ligar seres espirituais a forças ou poderes que governam a vida humana, além de Cristo. Poderiam ser poderes políticos, sociais, tradicionais e até mesmo religiosos. O termo stoicheia, usado em Gálatas 4:3, 9, fala do sistema de paganismo do qual os cristãos da Galácia haviam sido libertados. É usado também em referência a aspectos do antigo sistema legal judaico. Em Colossenses 2:8, 20, refere-­se metaforicamente a princípios filosóficos mundanos.

“Em Isaías 24:21 a expressão ‘os reis da Terra, na Terra’ implica que a expressão ‘no céu, as hostes celestes’ refere-se a Satanás e os anjos maus. Paulo se refere a Satanás como ‘o príncipe da potestade do ar’ (Ef 2:2), e aos invisíveis líderes do mal como ‘dominadores deste mundo tenebroso’ que habitam ‘nas regiões celestes’ (Ef 6:12). Em 1 Coríntios 15:24, 25 Paulo diz que eles serão subjugados por Cristo. Isaías prevê o momento em que os anjos maus e os homens perversos sofrerão punição (leia Mt 25:41;. 2Pe 2:4, 9; Ap 20:10-15; The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 4, p. 198, 199).

A vida é regida por uma série de poderes, pessoais e impessoais. Sem Cristo, o homem está à mercê desses poderes. As pressões do momento presente, para não mencionar o medo do futuro, bem como as exigências da vida, sociedade, tradição, e da ideologia, todas podem exercer influências que podem separar uma pessoa do Senhor. Mas por intermédio de Cristo, fomos libertados, não apenas dos nossos pecados, mas também da escravidão a esses “poderes”. Precisamos entender a natureza dessa vitória e reivindicá-la como sendo nossa.

Além das realidades sobrenaturais existentes, que outras forças e influências lutam contra você? Você precisa identificá-las e reivindicar as promessas de Jesus para vencê-las.

Quinta Ano Bíblico: Jo 10, 11

Um assassino revelado


Cristo veio ao mundo com o propósito de destruir as obras do diabo (Hb 2:14). Ele fez isso na cruz. Mas, se Cristo foi vitorioso sobre o diabo, os principados e potestades, por que ainda estamos lutando contra eles?

5. Quais são as três expressões usadas por Paulo para descrever o que aconteceu na cruz? Como podemos entender o significado da cruz? Cl 2:15

Complete a resposta: __________________________________________________________, “expôs ao desprezo” e __________________________________________________________.

Primeiro, Cristo despojou, ou “desarmou” os “poderes”. A palavra grega é apekduomai, que significa literalmente “tirar as roupas de alguém”. Aqui isso pode significar que os poderes foram despojados de suas armas.

Que armas? “A vida vitoriosa de Cristo, que culminou no Calvário, anunciou a condenação do diabo. O disfarce de Satanás foi arrancado. [...] Por Sua cruz Jesus Cristo despojou dos principados e potestades das trevas tanto seu ‘manto oficial’ quanto sua autoridade como príncipes deste mundo, e sua armadura de força na guerra contra a justiça” (The SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista, v. 7], p. 205).

6. Cristo “publicamente [...] expôs [os poderes] ao desprezo”, “fez deles um espetáculo público”. Como os poderes foram expostos publicamente na cruz? Que imagens deles se tornou evidente? Jo 8:44

Complete: Ele foi ___________________________________________________________ desde o princípio e jamais se firmou na __________________________________________, porque nele não há _____________________________________________.
Quando ele profere __________________________________________________________, fala do que lhe é próprio….

O texto também diz que Cristo “triunfou sobre eles”. A palavra grega é thriambeuo e implica uma celebração. Além de tudo que estivesse incluído nesse triunfo, certamente estava o fato de que ele ajudou a revelar que Satanás é assassino.

Por causa da cruz, chegará o dia em que o domínio desses poderes acabará, quando Cristo “houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder” (1Co 15:24), e o último inimigo a ser destruído será a morte (1Co 15:26). Até lá, temos que resistir, combatendo o combate da fé na força de Deus […]

“Satanás viu que estava desmascarado. [...] Revelara-se um homicida. Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais. Daí em diante sua obra ficou restrita. Estavam quebrados os derradeiros laços de simpatia entre Satanás e o mundo celestial …” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 761).

Sexta Ano Bíblico: Jo 12, 13

Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 136: “O Livro dos Livros”; História da Redenção, p. 394, 395: “Espiritismo”; O Grande Conflito, p. 511-517: “Invisíveis Defensores do Homem”.

“Uma batalha invisível a olhos humanos está sendo travada. Está em campo o exército do Senhor, buscando salvar pessoas. Satanás e suas legiões também estão em atividade, buscando por todos os meios possíveis, enganar e destruir. [...] Dia a dia prossegue a batalha. Se nossos olhos se pudessem abrir para ver em operação os instrumentos bons e os maus, não haveria frivolidade, vaidade, gracejos e brincadeiras. Se todos se revestissem de toda a armadura de Deus e combatessem corajosamente as batalhas do Senhor, seriam obtidas vitórias que fariam tremer o reino das trevas” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 41).

“Quando os homens procuram viver em harmonia com Deus, descobrem que o escândalo da cruz ainda não findou. Principados, potestades e espíritos do mal nos lugares celestiais, estão voltados contra todos os que se submetem obedientemente à lei celestial. Por isso, longe de causar tristeza, as perseguições devem trazer alegria aos discípulos de Cristo, porque são uma evidência de que seguem os passos de seu Senhor (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 29, 30).

Perguntas para reflexão
1. Leia Hebreus 2:14, 15. A morte é claramente descrita ali como agente de escravidão. Observe, também, a ênfase em nosso medo da morte. Por que temos tanto medo da morte? Como esse medo nos mantém, como o texto diz, em uma espécie de escravidão? Como o cristão, livre em Cristo, deve ver a morte?
2. Para algumas pessoas a ideia de forças demoníacas é tola superstição; outros são dominados pelo medo dessas coisas. Como podemos encontrar o equilíbrio entre a compreensão da realidade desses poderes e a noção do que Cristo fez por nós na luta contra eles?
3. Quais são alguns exemplos de como as forças do mal controlam ou influenciam diversos poderes mundanos?
4. Como a concepção do grande conflito nos ajuda a entender a continuidade da existência do mal, mesmo após a vitória de Cristo na cruz?

Respostas sugestivas: 1. Sim para as letras A, B e D. 2. As letras A, B e D são falsas. A libertação ocorre no contexto da vida prática e da consagração do corpo ao Senhor. 3. As letras A e B são falsas. 4. As letras A, B, C e E estão certas. 5. A resposta é: “Despojando os principados e as potestades”; “publicamente os expôs ao desprezo”; “triunfou sobre eles na cruz”. 6. A resposta é: Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio…

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RESUMO DA LIÇÃO 04 - SALVAÇÃO: A ÚNICA SOLUÇÃO


LIÇÃO 04 - SALVAÇÃO: A ÚNICA SOLUÇÃO

Salvação: a única solução


Casa Publicadora Brasileira – Lição 442012



Sábado à tarde Ano Bíblico: Lc 1, 2

VERSO PARA MEMORIZAR: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

Leituras da semana: Jo 2:25; Jr 17:9; Tt 1:1, 2; Rm 3:19-24; At 2:37; Lc 7:47; Ef 2:1-5

Pensamento-chave: O problema do pecado é muito grande. Devemos ser muito gratos porque a solução foi grande o suficiente para resolvê-lo.

O “problema do pecado” se refere à crise provocada pela queda de Adão e Eva no Jardim do Éden, que trouxe para a Terra o grande conflito entre o bem e o mal. A parte de Deus no conflito é conter e, finalmente, eliminar os efeitos deletérios do pecado, não apenas na Terra, mas sobre a criação como um todo. A ação divina de resgatar a criação dos resultados destrutivos do pecado constitui a doutrina da salvação. E embora essa batalha, pelo menos em termos de salvação, seja realizada na Terra, o tema do grande conflito nos mostra que as questões são, literalmente, universais.

É claro, a doutrina da salvação primeiramente diz respeito a Deus e Sua obra de nos salvar. Mas a humanidade também tem um papel muito importante. Sim, Deus fez uma provisão incrível para a salvação da humanidade. Nossa participação fundamental é responder à seguinte questão: qual será nossa resposta a essa provisão? Na verdade, o destino eterno das pessoas depende dessa resposta.

Domingo Ano Bíblico: Lc 3–5

A extensão do problema


Visto que a salvação é a solução de Deus para o problema criado pelo pecado, a extensão dos danos do pecado determina a área de atuação dessa solução. O plano de divino não seria uma solução se não fosse capaz de resolver o problema do pecado, não importando o tamanho desse problema.

1. O que os textos a seguir revelam sobre a extensão do problema do pecado? Você tem sofrido com esse problema ou tem percebido a realidade descrita nesses textos?

Jo 2:25 | Sl 59:2 | Jr 17:9 | Rm 5:12 | Tg 5:1-7 | Is 5:23 | 2Ts 2:10

Quem entre nós não conheceu profunda, pessoal e dolorosamente quanto é perverso o problema do pecado? Enfrentamos a cada momento a realidade do pecado e seus efeitos. Todos os aspectos da existência humana neste planeta estão em grande parte dominados pela realidade do pecado. Da política aos recessos mais íntimos do coração humano, o pecado contaminou a humanidade. É tão perverso que, sem a solução divina, não haveria saída. Devemos ser muito gratos porque a solução foi dada. É chamada de “plano da salvação”, e seu propósito é resolver o problema do pecado.

Segunda Ano Bíblico: Lc 6–8


A provisão de Deus: parte 1


Os efeitos do pecado não esperaram por um “período de carência.” Seus resultados foram imediatos e exigiram atenção imediata. Por isso, era necessário que algum tipo de provisão estivesse estabelecido quando o pecado se manifestasse. Ellen G. White expressou isso de modo muito claro: “Tão logo o pecado passou a existir, havia um Salvador. Cristo sabia que teria que sofrer, mas Se tornou substituto do homem. Tão logo Adão pecou, o Filho de Deus Se apresentou como garantia para a humanidade, com tanto poder para impedir a condenação pronunciada sobre o culpado como quando morreu na cruz do Calvário” (Comentários de Ellen G. White, Seventh Day Adventist Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 1, p. 1.084).

2. O que os textos a seguir dizem sobre o plano da salvação e o tempo em que ele foi estabelecido? Que grande esperança e promessa podemos encontrar neles?

Tt 1:1, 2 | Ef 1:3-5 | 2Ts 2:13, 14 | Ap 13:8

Pense nas implicações desses textos. O que eles estão dizendo? Basicamente, desde a eternidade, provisões foram feitas por Deus para resolver o problema do pecado. Embora Deus não tenha predestinado a existência dele (se tivesse, seria o responsável pelo mal, uma ideia terrível e blasfema), Ele sabia que o pecado existiria. Por isso, na eternidade passada, Ele fez uma provisão para enfrentá-lo.

Essa é a predestinação bíblica, radicalmente diferente da maneira comum de entender “predestinação”. Foi plano de Deus, desde a eternidade, que todos os seres humanos tivessem salvação em Jesus. O fato de que alguns rejeitem essa salvação não anula a força ou a amplitude da provisão feita. Isso apenas aumenta a tragédia do que significa alguém se perder em face do que foi feito por nós.

Medite na maravilhosa verdade de que, desde a eternidade, o plano de Deus foi que você tivesse salvação. Pense sobre o que isso significa. De que maneira uma verdade como essa deve afetar sua vida?

Terça Ano Bíblico: Lc 9–11

A provisão de Deus: parte 2


Ao longo da história da salvação, começando com a primeira promessa evangélica (Gn 3:15), por meio do primeiro sistema de sacrifícios (Gn 4:4), da aliança com Abrão (Gn 12:1-3) e dos rituais do santuário israelita (Êx 25:8), tudo devia apontar para Jesus Cristo, e culminar na vida, morte, ressurreição e ministério celestial dEle, a provisão máxima de Deus para resolver o problema do pecado.

Talvez, a gravidade desse problema possa ser melhor compreendida apenas quando entendemos o que foi exigido (a cruz) para que esse assunto fosse resolvido. Somente a cruz prova a incapacidade da humanidade para resolver o problema do pecado por si mesma. Uma situação extrema exigia uma solução extrema, e a morte de Cristo, Deus carregando em Si mesmo os nossos pecados, é uma medida quase tão extrema quanto se poderia imaginar.

A morte sacrificial de Cristo é apresentada nas Escrituras como uma expiação pelo pecado, ou seja, o meio pelo qual ele é tratado em todas as suas manifestações.

3. Como a morte de Cristo supre a necessidade humana de salvação? Examine essa questão a partir das seguintes perspectivas:

A) Justificação/reconciliação (ser aprovado diante de Deus): Lc 18:9-14; Is 53:4-7; Rm 3:19-24, 28; Zc 3:1-4
B) Santificação/regeneração (viver de modo justo diante de Deus): 1Co 6:8-11; Rm 6:1-8
C) Glorificação (certeza da ressurreição para a vida eterna): Jo 5:24, 25; 1Jo 5:9-13; 1Ts 4:16, 17

Pense mais no fato de que o pecado é tão perverso que foi necessária a morte de Cristo na cruz para nos salvar de seu resultado final, a morte eterna. Manter a cruz sempre diante de nós pode ser um impedimento ao pecado?


Quarta Ano Bíblico: Lc 12–14


A experiência da salvação: parte 1


O pecador é justificado e reconciliado na base objetiva do sacrifício expiatório de Cristo por todos (Rm 5:6-10). A provisão que Deus fez para a justificação e reconciliação da humanidade consigo mesmo por meio da morte de Cristo necessita, no entanto, ser aplicada à experiência do crente. Não basta apenas ter um conhecimento teórico da justificação. Precisamos experimentar o que ela significa.

4. Atos 2:36-38 e Atos 3:19 apresentam o arrependimento como o início da experiência de salvação dos pecadores. Como a natureza do arrependimento como um sentimento de tristeza nos ajuda a conectar a experiência de justificação com a morte de Cristo?


Considere o seguinte comentário: “Coisa alguma atinge tão profundamente a alma quanto a sensação do amor perdoador de Cristo. Quando os pecadores contemplam esse insondável amor divino, exposto na cruz, recebem a mais poderosa motivação possível para arrepender-se. Essa é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm 2:4)” (Associação Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Nisto Cremos, Casa Publicadora Brasileira, 2010, p. 152).

5. Qual é o papel da fé na experiência da justificação? Rm 3:23-25; Ef 2:8


A Bíblia diz que a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm 10:17). Vimos também que, contemplar o amor de Cristo motiva a pessoa ao arrependimento. Portanto, o arrependimento não é prerrogativa especial de uns poucos privilegiados. Em vista desses fatos, a importância do estudo e da contemplação da Palavra de Deus na experiência da justificação deve ser enfatizada.

É a bondade de Deus que conduz ao arrependimento e à justificação. Assim, se eu me arrepender do pecado e experimentar a justificação, Deus é o único que deve receber o crédito. Salvação, portanto, é verdadeiramente um dom da graça divina, pois, na verdade, é pela graça mediante a fé que somos salvos (Ef 2:8).

Quais são algumas maneiras tangíveis e práticas pelas quais você pode encher seu coração e mente com a bondade de Deus, especialmente quando você pensa no que Ele fez por você e nas coisas das quais Ele o poupou?

Quinta Ano Bíblico: Lc 15–17


A experiência da salvação: parte 2


A experiência da justificação coloca na vida do crente realidades espirituais que dão início a mudanças na vida. Na justificação, o pecador é perdoado (Lc 7:47; Ef 1:7; Rm 4:7), absolvido das acusações de pecado, considerado justo (Rm 5:16, 18; Rm 8:1), e recebe o dom de uma nova vida (Ef 2:1-5; 2Co 5:17).

A base dessa nova experiência é a realidade de que, não importa nosso passado, podemos ser perdoados, absolvidos e purificados diante de Deus.

A morte de Cristo cobre todos os pecados. Não importa se o seu coração o condene (1Jo 3:20), quando você se entrega a Cristo, pela fé, e aceita Sua vida perfeita em lugar de seu “trapo da imundícia” (Is 64:6), você é coberto com a justiça de Cristo. A vida perfeita dEle é creditada a você como se fosse sua.

A questão é: Como uma coisa assim pode acontecer a uma pessoa e não haver uma mudança radical? Essa mudança, ou “novo nascimento”, é parte essencial da experiência de salvação.

6. Com base nos parágrafos acima, escolha a resposta certa: O que é justificação?
A) Atribuição de justiça com base no desempenho espiritual pessoal.
B) Atribuição de justiça com base na graça de Deus associada ao esforço humano.
C) A experiência de ser perdoado, absolvido e considerado justo, pela fé no sangue de Cristo.
D) O presente de Deus aos que já nasceram com propensão para o bem.

7. Com base nos parágrafos acima, marque “f” para falso e “v” para verdadeiro: Na prática, como experimentamos a justificação?
A) Praticando a justiça para impressionar a Deus e aos outros. ( )
B) Entregando o coração a Cristo e aceitando, pela fé, Sua perfeição em lugar da nossa impureza. ( )
C) Estando em Cristo e andando de acordo com o Espírito. ( )
D) Fazendo minha parte para completar a obra iniciada por Deus. ( )

A experiência do perdão acaba com a vulnerabilidade do pecador à ira de Deus e afasta as barreiras à reconciliação e à comunhão entre Deus e os seres humanos. Uma nova vida se abre para o pecador, que tem o privilégio de viver em comunhão com Cristo, sob a direção e orientação do Espírito Santo.

O arrependimento é o pré-requisito para entrar na experiência do perdão e da justificação, e vem acompanhado da confissão e batismo (At 2:38; 1Jo 1:9).

Onde você estaria se não pudesse confiar na promessa, a cada momento, de que sua aceitação diante de Deus está fundamentada no que Jesus fez por você, e não em si mesmo nem em seu desempenho e obediência à lei?

Sexta Ano Bíblico: Lc 18–20


Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 19-26: “Deus conosco”; Ivan T. Blazen, “Salvation” [Salvação], p. 271-313, em Raoul Dederen (editor), Handbook of Seventh-day Adventist Theology [Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia].

“O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Foi a revelação ‘do mistério que desde tempos eternos esteve oculto’ (Rm 16:25, RC). Foi um desdobramento dos princípios que têm sido, desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus. [...] Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência. Tão grande era Seu amor pelo mundo, que concertou entregar Seu Filho unigênito ‘para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’” (Jo 3:16, RC; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 22).

Perguntas para reflexão
1. O pecado é tão perverso que exigiu a morte do próprio Criador para resolvê-lo. O que a cruz nos revela sobre nossa total incapacidade para nos salvarmos? O que poderíamos acrescentar ao que já foi feito por nós?
2. Alguns acreditam no que é chamado de “expiação subjetiva”, a ideia de que nada a respeito da cruz mudou nossa posição diante de Deus. Pelo contrário, o objetivo da cruz foi, dizem eles, mudar nossa atitude a respeito de Deus, nada mais. Qual é a terrível deficiência dessa teologia? Como poderíamos entender o problema do pecado, se fosse necessário apenas um “ajuste de atitude”, da nossa parte, para resolver essa questão?
3. É possível ter muito conhecimento sobre a salvação e ainda não experimentá-­la? O que você acha do comentário de Ellen G. White de que “a consagração a Deus precisa ser uma questão viva e prática; não uma teoria sobre que se fale, mas um princípio entrelaçado em toda a nossa vida”? (Nossa Alta Vocação, [Meditações Matinais 1962], p. 241). Como podemos viver, na prática, a experiência da salvação?
4. Pense no papel da salvação no contexto do grande conflito. Por que Satanás quer impedir tantas pessoas quanto possível de alcançar a salvação em Jesus? Que meios ele usa contra nós, e como podemos nos proteger contra eles?

Respostas sugestivas: 1. Deus conhece a maldade e o engano do coração humano; o pecado afetou toda a humanidade; o pecado traz morte; o homem é corrupto, ganancioso e mentiroso, inclusive no mundo religioso. 2. Antes dos tempos eternos, Deus planejou e prometeu vida eterna; Ele nos escolheu para a salvação antes da fundação do mundo, por meio de Cristo. 3. (A) Justificação: O Justo morreu pelos injustos e oferece Sua justiça aos que creem; (B) Santificação: O batismo simboliza a morte para o pecado e o renascimento para uma vida de santificação, pelo poder do Cristo que morreu para nos salvar. (C) Glorificação: Quem crê no Filho que morreu por nós tem a vida; na volta de Jesus, os mortos ressuscitarão e os vivos serão glorificados. 4. Quando pensamos no sofrimento e morte de Cristo, por causa dos nossos pecados, nos arrependemos, confessamos nossas faltas e recebemos a justiça de Deus. 5. Somos justificados pela graça e pelo sangue de Cristo, mediante a fé. 6. A resposta certa é a letra C. 7. As letras B e C são verdadeiras.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

RESUMO DA LIÇÃO 03 - HOMEM: CRIATURA DE DEUS


LIÇÃO 03 - HOMEM: CRIATURA DE DEUS

Homem: criatura de Deus


Casa Publicadora Brasileira – Lição 342012




Sábado à tarde Ano Bíblico: Mt 27, 28

VERSO PARA MEMORIZAR: “Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele quem nos fez, e dEle somos” (Sl 100:3).

Leituras da semana: Gn 1:27; 1:26, Mc 12:13-17; Gn 2:19-25; At 17:26; Rm 5:12-19

Pensamento-chave: Deus criou a humanidade à Sua própria imagem, mas o pecado corrompeu essa imagem. O plano de Deus é restaurar essa imagem em nós.

Um pensador do século 19, Arthur Schopenhauer, acidentalmente esbarrou em alguém na rua. A pessoa atingida perguntou com raiva: “Quem você pensa que é?”

“Quem sou eu?”, Schopenhauer respondeu. “Gostaria de saber.”

Quem somos nós? O que fazemos aqui? Como e por que chegamos aqui?

Essas são perguntas antigas que os seres humanos ainda debatem. As Escrituras, no entanto, respondem a todas elas. Essa é a razão pela qual existe uma ligação inseparável entre a questão da nossa identidade e a doutrina da criação. Nenhuma outra doutrina bíblica é tão central à nossa compreensão da humanidade quanto a criação, porque ela focaliza a nossa origem, não apenas nosso começo. “Princípio” pode se referir apenas ao fato de passar a existir, mas “origem” atribui a ideia de propósito para o fato de existir.

Portanto, o ensino bíblico sobre a criação da humanidade é radicalmente oposto à evolução, que argumenta que não há propósito para nossa existência (estamos aqui por acaso). São dois ensinamentos irreconciliáveis acerca da nossa existência e da nossa identidade como seres humanos.

Domingo Ano Bíblico: Mc 1–3


Criação e origem humana


1. No ensino bíblico, o que é radicalmente diferente, e mesmo abertamente contrário a outras visões da origem humana, tais como a evolução? Gn 1:27


É impossível não perceber a questão de que, como um ato consciente de Deus, havia um propósito por trás da criação da humanidade. As Escrituras não dão espaço para qualquer ideia de acaso. Fomos feitos com um propósito distinto, e recebemos uma natureza e essência distintas desde o princípio.

Ser criado “à imagem de Deus” significa essência e propósito tão concretos e distintos quanto poderíamos imaginar. Esse ponto é importante porque alguns pensadores têm argumentado que os seres humanos têm que criar seu próprio significado, porque viemos à existência sem qualquer sentido ou propósito inerente em nós. Se, por exemplo, a evolução fosse verdadeira, poderíamos afirmar que, em razão do ensino de que não viemos à existência com qualquer propósito (como poderíamos tê-lo, sendo frutos de acidentes, e tudo o mais?), temos que inventar nosso propósito. Em contrapartida, segundo a Bíblia, fomos planejados, “produzidos” e “embrulhados” à imagem de Deus, para dar glória a Ele.

2. As origens lidam com a história. Como a Bíblia nos ajuda a compreender a historicidade de Adão em Gênesis 1; 2? Por que é importante entender Adão como uma pessoa histórica? Jd 14; Rm 5:12-21; 1Co 15:20-22


É incrível como muitos estudiosos da Bíblia descartam a historicidade de Adão: “Ele é um mito”, dizem eles, “um símbolo para a humanidade, mas não uma pessoa real.” Podemos manter essas crenças somente por meio de grande distorção dos próprios textos do Antigo e do Novo Testamento.

Medite no fato de que você foi feito à imagem de Deus. De que forma isso deve afetar sua própria autoestima, independentemente de suas falhas, fraquezas e deficiências?

Segunda Ano Bíblico: Mc 4–6

A imagem de Deus: parte 1


Como vimos ontem, Adão e Eva foram pessoas literais. Não símbolos ou mitos, mas seres reais de carne e osso feitos “à imagem de Deus”. Obviamente, ser criado à imagem de Deus é algo bom, sagrado, algo que nos confere valor inerente. No entanto, o que isso realmente significa?

3. Leia atentamente Gênesis 1:26. Que declaração de intenção parece estar ligada à criação do homem à imagem de Deus? Isto é, Deus disse que a humanidade devia ser feita à Sua imagem e, como resultado, algo ocorreu imediatamente. O que foi isso, e como nos ajuda a compreender o conceito de “imagem de Deus”?


Gênesis 1:26 é a declaração de intenção de Deus. Deus cria o homem à Sua imagem e, em seguida, ordena que ele faça alguma coisa. Ser criado à imagem de Deus parece ser necessário para uma determinada função, no caso, ter “domínio” sobre o restante do que havia sido criado. Portanto, “a imagem de Deus” aponta para faculdades físicas, intelectuais, sociais e espirituais necessárias para que a humanidade cumprisse o propósito de Deus para ela. Qualquer que fosse o significado de ter “domínio sobre” o restante da criação, isso certamente incluía respeito, cuidado e correta mordomia. A humanidade devia, talvez, relacionar-se de modo dinâmico com a ordem “inferior” de criaturas de uma forma que refletisse o modo pelo qual Deus Se relacionava com os seres humanos. Ser feito à imagem de Deus significa também que os seres humanos deviam representá-Lo no mundo. Que responsabilidade!

4. O que mais significa ser feito à imagem de Deus? Mc 12:13-17


A mensagem prática de Jesus parece ser: “‘Dê a César o seu dinheiro, pois a imagem de César está no dinheiro e, portanto, pertence a ele. Mas deem a si mesmos a Deus. Vocês têm Sua imagem, e pertencem a Ele’” (Millard J. Erickson, Christian Theology [Teologia Cristã]; Michigan; Baker Book House, 1998, p. 515).

Como isso deve ser traduzido em termos práticos? Muito provavelmente, também demonstramos que temos a imagem de Deus em nosso amor, comprometimento e lealdade a Ele, bem como na maneira pela qual tratamos os outros. Lembre-se: Ser feito à imagem de Deus pode envolver qualquer outra coisa, mas significa também algo manifestado por nossas ações.

Terça Ano Bíblico: Mc 7–9


A imagem de Deus: parte 2


Sejam quais forem os significados de ser “feito à imagem de Deus”, isso também mostra que fomos feitos para viver em relacionamentos. Quais são esses relacionamentos e como devemos lidar com eles, mesmo sendo como somos?

5. O que a Bíblia diz sobre o relacionamento que deveria haver entre a humanidade e o mundo? Gn 2:19, 20


Observe a autonomia e a liberdade dadas a Adão. Ele devia nomear as criaturas que Deus havia criado. Deus não deu os nomes, mas deixou esse trabalho para Adão. O texto sugere que Deus aceitaria quaisquer nomes que Adão desse às criaturas.

6. O que mais é revelado sobre os aspectos de relacionamento desses seres feitos à imagem de Deus? Gn 2:20-25


Muitos comentários foram escritos ao longo dos séculos sobre o significado desses versos. O que é fascinante neles, entre outras coisas, é a intimidade que deveria existir entre Adão e Eva. Adão foi criado da terra; e Eva, de Adão (algo que ajuda a distingui-la de todas as outras criaturas terrenas). Ser feito à imagem de Deus, então, certamente implica a capacidade para relacionamentos íntimos e amorosos (algo que seguramente reflete o relacionamento na própria Divindade).

7. De que maneira a unidade do primeiro casal se estende na unidade de toda a humanidade? O que a unidade da humanidade diz sobre questões éticas, como justiça, racismo, etc.? Gn 1:27; 3:20; At 17:26


Quarta Ano Bíblico: Mc 10–12


Uma imagem corrompida


Um dos muitos e grandes obstáculos para os que dão o sentido de evolução ao relato bíblico da criação é a queda. Na Bíblia, o mundo e a humanidade eram perfeitos quando foram criados, um ensino que contradiz a evolução no nível mais básico. Somente por meio da transgressão o sofrimento e a morte entram no mundo, um conceito contrário ao modelo evolutivo, no qual o sofrimento e a morte fazem parte dos próprios meios de criação.

Imagine como seria o caráter de Deus se Ele nos tivesse criado da forma ensinada pela evolução. Deus usa processos de violência, egoísmo e domínio dos fortes contra os fracos a fim de criar um ser moralmente perfeito e abnegado, que “cai” em um estado de violência, egoísmo e domínio dos fortes sobre os fracos, um estado do qual ele tem que ser libertado ou, caso contrário, enfrentará o castigo final.

Pense, também, no que a evolução causa ao plano da salvação. O Senhor encarna em um macaco evoluído, criado por meio do perverso e assassino ciclo da seleção natural, tudo para eliminar a morte, “o último inimigo” (1Co 15:26)? Mas como a morte pode ser o “inimigo” quando ela foi um dos meios escolhidos por Deus para criar os seres humanos? O Senhor deve ter gasto muitos homo erectus, homo heidelbergensis e homo neanderthalensis mortos para finalmente conseguir uma criatura à Sua própria imagem (homo sapiens). E aí, Jesus vem para salvar a humanidade do próprio processo que Deus usou para criar a humanidade no princípio? Essa ideia é tola e antibíblica.

8. O que o pecado fez com a humanidade? Qual é a parte do grande conflito nessa questão? Rm 5:12-19; Cl 3:10; 1Jo 3:8


O pecado afetou todos os aspectos da vida humana, e até mesmo a própria Terra. Ellen White falou sobre uma “tripla” maldição que tem repousado sobre o mundo: a primeira resultante da queda de Adão, a seguinte causada pelo assassinato de Abel, por parte de Caim, e, em seguida, a destruição causada pelo Dilúvio. Os teólogos também falam sobre a “depravação total”, a ideia de que todos os aspectos da humanidade, vida e personalidade, foram prejudicados pelo pecado. Quando olhamos para o mundo ao redor, e até mesmo para nossa vida, não é difícil perceber isso, não é verdade?

Alguns acreditam que violência, sofrimento e morte faziam parte do método divino de criação da humanidade. Outros creem que a violência, sofrimento e morte faziam parte do método de Satanás para destruir a humanidade que Deus havia criado. Pense nas diferenças acerca do caráter de Deus apresentadas por essas duas visões opostas.

Quinta Ano Bíblico: Mc 13, 14


Restauração


Embora os efeitos do pecado sobre a humanidade sejam muito profundos e penetrantes, nossa situação não é irreversível. A Bíblia fala sobre a possibilidade de renovação e restauração da imagem de Deus em nós, pelo menos até certo grau.

9. Que promessas de transformação trazem esperança ao nosso coração? Rm 8:29; 2Co 3:18; Ef 4:23, 24


A Bíblia claramente apresenta a esperança de que podemos ser recriados à imagem de Deus. A renovação da imagem de Deus na humanidade é acompanhada de uma redução dos efeitos do pecado sobre nós e nossos relacionamentos. Nada disso, porém, é resultado da realização do próprio homem. A Bíblia aponta para Cristo como sendo a base da esperança de renovação do homem. Além disso, todas as mudanças operadas em nossa vida e nossa esperança de salvação devem repousar sempre no que Cristo realizou por nós e na oferta de salvação com base na Sua justiça, não na nossa.

10. Que condição deve ser cumprida para que seja iniciado o processo de recriação do homem à imagem de Deus? Ser uma nova criatura coloca a pessoa fora do alcance do pecado e de seus efeitos? O que sua experiência lhe diz sobre a resposta? 2Co 5:17


De modo geral, as evidências das Escrituras levam à conclusão de que a renovação espiritual ocorre ao custo de vigilância em uma guerra espiritual. É uma guerra entre a carne e o espírito (Gl 5:16, 17). Os que estão sendo renovados à imagem de Deus percebem que essa guerra espiritual é a realidade da experiência humana e, por isso, eles abraçam o desafio na força do Senhor (Ef 6:10-13). Decidir ser recriado à imagem de Deus é se colocar ao lado do Senhor no grande conflito. Escrevendo sobre os que experimentaram o poder renovador de Cristo, Ellen White observou: “Mas porque esta é sua experiência, o cristão não deve cruzar os braços, satisfeito com o que já conseguiu. Aquele que está determinado a entrar no reino espiritual perceberá que todos os poderes e paixões da natureza não regenerada, apoiados pelas forças do reino das trevas, estão arregimentados contra ele. Ele precisa renovar sua consagração cada dia, e cada dia batalhar contra o mal. Velhos hábitos, tendências hereditárias para o erro, lutarão para manter a supremacia, e contra isso ele deve estar sempre em guarda, lutando na força de Cristo pela vitória” (Atos dos Apóstolos, p. 476, 477).

Sexta Ano Bíblico: Mc 15, 16


Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 44-51: “A Criação”.

No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça estavam escritos em seu coração. O pecado, porém, o alienou do Criador. Não mais refletia a imagem divina. O coração estava em guerra com os princípios da lei de Deus. ‘A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser’ (Rm 8:7, RC). Mas ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito’ (Jo 3:16, RC), para que o homem pudesse ser reconciliado com Ele. Mediante os méritos de Cristo, o ser humano pode ser reconduzido à harmonia com o Criador. O coração deve ser renovado pela graça divina; deve receber nova vida de cima. Essa mudança é o novo nascimento, sem o qual, disse Jesus, o homem ‘não pode ver o reino de Deus’” (Jo 3:3; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 467).

“No princípio Deus criou o homem à Sua semelhança. Dotou-o de nobres qualidades. […] O pecado desfigurou e quase apagou a imagem de Deus no homem. Foi para restaurar essa imagem que se concebeu o plano da salvação, e a vida foi concedida ao homem como um tempo de prova” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 595).

Perguntas para reflexão
1. Pense mais na ideia de ser restaurado à imagem de Deus. De que maneira devemos entender isso, especialmente como seres sujeitos à morte, decadência, debilidade e doença?
2. Os dois ensinamentos mais importantes da física, a teoria quântica e a relatividade geral, contradizem diretamente uma à outra. O que isso deve nos dizer sobre o cuidado que precisamos ter ao aceitar algo como “fato” apenas porque a ciência diz que é assim?

Respostas sugestivas: 1. O fato de que Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem. 2. Judas disse que Enoque foi o sétimo depois de Adão; portanto, Adão existiu, o que foi confirmado por Paulo. 3. O homem foi criado à imagem de Deus para que pudesse, como representante de Deus, exercer domínio e cuidado sobre a natureza e os animais. 4. Cumprir os deveres cívicos: dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. 5. O homem deveria cuidar do ambiente com carinho, porque havia sido criado da terra; o homem deu nome aos animais porque deveria cuidar deles e se relacionar com eles. 6. A mulher foi criada a partir do corpo do homem, para mostrar que deveriam ter um relacionamento profundo; o casamento faria deles uma só carne. 7. O homem e a mulher foram criados por Deus e à imagem de Deus; toda a humanidade provém do mesmo Criador e do mesmo casal; compartilhamos do mesmo ambiente e somos uma única família de Deus; somos irmãos. 8. Trouxe morte e condenação; o pecado, introduzido por Satanás, traz morte, e a graça, oferecida por Jesus, traz vida; o pecado destruiu e a graça restaura. 9. Fomos planejados para ser semelhantes ao Filho de Deus; pela contemplação seremos transformados e revestidos do novo homem, criado segundo Deus. 10. Estar em Cristo; enquanto ocorre o processo de recriação, ainda somos pecadores, lutando ao lado de Deus para vencer as tendências do mal, até o dia da vitória final.




sábado, 6 de outubro de 2012

VÍDEO DA LIÇÃO DE HOJE - LIÇÃO 01 - O GRANDE CONFLITO


LIÇÃO 02 - DEUS E A REVELAÇÃO


Deus e a revelação


Casa Publicadora Brasileira – Lição 242012


Sábado à tarde Ano Bíblico: Mt 5–7

VERSO PARA MEMORIZAR: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o Universo” (Hb 1:1, 2).

Leituras da semana: 2Pe 1:19-21; 2Tm 3:16, 17; Dt 6:4; Mt 28:19; Hb 11:6; Êx 3:1-14

Pensamento-chave: Por mais importante que seja compreender a maneira pela qual a inspiração bíblica funciona, é mais importante conhecer o Deus revelado a nós por meio dessa inspiração.

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos” (Sl 19:1). Isso é verdade. O que eles não proclamam, no entanto, é que o nosso Deus nos ama, morreu por nós e está trabalhando ativamente para nos salvar das consequências de nossas escolhas pecaminosas.

O resultado é que, não importa o que aprendamos sobre Deus a partir de outras fontes, a principal fonte tem que ser a Bíblia. Existem grandes verdades, especialmente sobre a natureza de Deus e Sua atuação no mundo, sobre as quais nada saberíamos se não nos fossem reveladas. Como já vimos, embora as pessoas percebam a ocorrência de uma batalha entre o bem e o mal, de que outro modo elas saberiam acerca do grande conflito se as Escrituras não falassem sobre isso?

Nesta semana, focalizaremos duas coisas: primeira, examinaremos o que a Bíblia diz sobre si mesma e acerca de como ela foi inspirada; segunda, veremos o que ela ensina sobre o Deus que a inspirou.

Domingo Ano Bíblico: Mt 8–10


A doutrina da Escritura


1. Como os autores do Novo Testamento consideravam as Escrituras? 2Pe 1:19-21


Pedro afirma que as profecias do Antigo Testamento não eram de origem humana. Seu argumento é que os profetas falaram porque foram “movidos pelo Espírito Santo”. A expressão “movidos pelo Espírito Santo” significa que o impulso que levou à produção das Escrituras proveio do Espírito de Deus. Em resumo, os escritores da Bíblia foram inspirados pelo próprio Senhor.

2. Quais são a utilidade e o propósito da Bíblia? 2Tm 3:16, 17


Evidentemente Paulo queria que Timóteo entendesse que, tendo as Escrituras sua origem no poder divino, elas são dignas de confiança e valiosas para a edificação do crente. Paulo não deixa dúvida quanto à veracidade, autoridade e origem das Escrituras. Observe também que ele está falando de “toda a Escritura”. Paulo não nos deixa a opção de escolher quais partes consideramos inspiradas e quais partes não consideramos. Nem tudo (como as leis cerimoniais) é ainda obrigatório para nós, mas isso é radicalmente diferente da alegação de que algumas partes da Bíblia são inspiradas e outras não, ou que algumas partes não são tão inspiradas como outras partes (seja qual for o suposto significado disso).

3. Que verdades cruciais sobre as Escrituras e sua autoridade podemos aprender com Jesus? Mt 4:4, 7, 10; 22:41-46; Jo 10:34, 35


Não importa aquilo em que acreditamos, precisamos de um ponto de partida, um fundamento sobre o qual colocar essa crença. Para os adventistas do sétimo dia, esse fundamento é a Bíblia, a norma suprema e árbitro da verdade.

Quanto tempo você gasta com a Palavra? Quanto de sua vida é moldado por aquilo que ela ensina? Pense nas últimas 24 horas. Durante esse tempo, o que você fez, ou deixou de fazer, que foi fundamentado na autoridade das Escrituras?

Segunda Ano Bíblico: Mt 11–13

A natureza da inspiração


Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. As palavras, porém, recebem o cunho da mente individual. A mente divina é difusa. A mente divina, bem como Sua vontade, é combinada com a mente e a vontade humanas; assim as declarações do homem são a Palavra de Deus” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 21). Como essas palavras nos ajudam a entender como funciona a inspiração bíblica?

Em relação à inspiração, às vezes as pessoas ficam confundidas com o que, muitas vezes, são considerados textos problemáticos. Considere, por exemplo, o texto da inscrição acima da cruz de Jesus, conforme descrito nos evangelhos. De acordo com Mateus 27:37, a inscrição diz: “Este é Jesus, o Rei dos judeus”; de acordo com Marcos 15:26, diz: “O Rei dos judeus”; de acordo com Lucas 23:38, diz: “Este é o Rei dos judeus”. Como devemos entender essas diferenças?

Como a Bíblia diz, “toda a Escritura é inspirada por Deus” e é confiável. No entanto, recebemos relatos diferentes da inscrição na cruz de Jesus. Esses dois pontos em conjunto podem nos ajudar a entender como a inspiração funciona. Esse caso mostra que a inspiração permite diferentes expressões de uma ideia ou evento, na medida em que essas expressões os descrevem adequadamente. Quando textos semelhantes expressam a mesma ideia de modo adequado, como nas inscrições sobre a cruz, a inspiração os harmoniza. Por outro lado, onde são necessários detalhes específicos, como em 1 Reis 6:1, a inspiração os apresenta e devemos confiar neles.

4. Que aparentes diferenças existem nos relatos da morte de Judas? At 1:18; Mt 27:5

Durante muito tempo, os críticos da Bíblia afirmaram que esses versos davam relatos conflitantes sobre a morte de Judas. No entanto, uma pesquisa recente mostrou que a palavra traduzida como “precipitando-se” (“caiu de cabeça”, NVI) em Atos 1:18, também significa “inchando”. Portanto, é provável que, depois de se enforcar, Judas não tenha sido descoberto até que seu cadáver estivesse inchado, o que teria feito com que suas entranhas se arrebentassem. O ponto é que, aquilo que a princípio parecia ser contraditório demonstrou harmonia.

A maior parte da Bíblia não é problemática. Nos poucos lugares em que algumas questões permanecem sobre aparentes “erros” ou “contradições”, a atitude prudente é humildade. Muitas pessoas naufragaram na fé, ao focalizar os “problemas” dos textos. Não fomos chamados para julgar a Palavra. Em vez disso, fomos chamados para obedecer a ela.

Terça Ano Bíblico: Mt 14–16


O mistério do Deus triúno


“Disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1:26).

Ainda que seja importante entender como funciona a inspiração, isso é apenas o meio para um fim, e esse fim é conhecer a Deus. Uma profunda compreensão de como a Bíblia foi escrita, ou mesmo uma compreensão profunda das verdades nela reveladas, nada significa se não conhecemos o Senhor por nós mesmos (Jo 17:3).

E uma coisa que a Bíblia afirma explicitamente sobre o Senhor é a Sua unidade.

5. Que verdade fundamental sobre Deus foi apresentada por Moisés? Dt 6:4; Mc 12:29


A expressão bíblica sobre a unidade de Deus exclui qualquer ideia relacionada com muitos deuses. Há um só Deus. No entanto, a descrição completa encontrada na Bíblia demonstra que Ele tem uma “substância” interior, mesmo na Sua unicidade.

6. O que a Bíblia explica sobre a realidade interior de Deus? Gn 1:26; 3:22; 11:7; Jo 1:1-3, 18; 20:28, 2Co 13:13; Mt 28:19


A sugestão de pluralidade no Antigo Testamento apresenta indícios sobre a natureza do ser interior de Deus. Quando ligamos essa sugestão com a afirmação do Novo Testamento sobre Jesus Cristo e o Espírito Santo, começamos a perceber que há muita coisa sobre a natureza divina que não entendemos completamente e provavelmente nunca entenderemos. A trindade divina é um mistério, entre muitos outros, com o qual teremos que aprender a conviver. A informação que a Bíblia dá sobre Deus, incluindo Sua natureza triúna, não é dada para que nos envolvamos em discussões especulativas, mas a fim de aprofundar nossa compreensão de Suas atividades, em especial Sua obra redentora em nosso favor, à medida que o grande conflito se desdobra e se aproxima do fim.

Quem não tem muitas perguntas que só Deus pode responder? Como podemos aprender a confiar nEle até o momento em que as respostas serão dadas?

Quarta Ano Bíblico: Mt 17–20

Atributos do nosso Criador


A Bíblia nos revela verdades sobre Deus que não encontraremos em outro lugar. Entre essas, está a verdade de que Ele é o criador. Na verdade, essa é a primeira coisa que a Bíblia nos diz sobre Deus, que Ele criou “os céus e a Terra” (Gn 1:1).

Uma das muitas coisas fascinantes sobre esse texto é que a Bíblia simplesmente pressupõe a existência de Deus sem tentar prová-la ou demonstrá-la. A Bíblia gasta grande quantidade de tempo nos ensinando como é Deus, especialmente quando Seu caráter é revelado por meio de Sua interação com a humanidade caída. Mas ela não gasta nenhum tempo tentando provar que Ele existe. Ela apenas reconhece Sua existência.

7. Qual é o papel da Bíblia na convicção acerca da existência de Deus? Qual é a importância da fé? Hb 11:6; Rm 10:17


A convicção sobre a existência de Deus não pode surgir somente de argumentos racionais. A Bíblia ensina que uma pessoa é convencida da existência de Deus por meio da experiência pessoal com Ele, à medida que o Espírito Santo impressiona o coração e a mente com o fato de Sua existência. Em muitos casos, as pessoas podem vir a acreditar em Deus primeiramente, e depois começam a construir um fundamento lógico e intelectual para a fé em um Deus que não podem ver.

8. Quais são alguns dos atributos de Deus? Que atributos você encontrou na Palavra? Ml 3:6; Tg 1:17; 1Jo 4:8, 16; 2Cr 6:18

Medite nos atributos de Deus como expressos nas Escrituras. Quantos deles você poderia conhecer a partir de outras fontes, isto é, por meio da natureza ou da experiência pessoal? O que sua resposta ensina sobre a importância das Escrituras para nossa compreensão de como realmente é Deus?

Quinta Ano Bíblico: Mt 21–23


As ações de Deus


Mesmo a leitura mais superficial da Bíblia revela que Deus está ativamente envolvido com a humanidade e no que acontece na Terra. Ele não está distante, separado, afastado, como alguns antigos conceitos gregos sobre Deus ensinavam, ou mesmo como alguns teólogos cristãos tentam descrevê-Lo. Embora a criação esteja radicalmente diferente do que Ele originalmente fez, o Senhor Se ligou intimamente a ela.

Como vimos ontem, a Bíblia descreve o Senhor como nosso criador, um ato que mostra que Deus está intrinsecamente ligado a este mundo.

9. O que os textos a seguir dizem sobre outras ações de Deus na Terra, especialmente no contexto do grande conflito?

Sem dúvida, a Bíblia revela um Deus muito envolvido com a humanidade. O cenário do grande conflito é, realmente, acerca de como o Senhor está atuando para salvar a humanidade das garras do pecado e de Satanás. Desde o primeiro ato de criação da Terra (Gn 1:1) passando pela cruz (Jo 19:18) e até a recriação da Terra (2Pe 3:12, 13), a Bíblia nos mostra de forma inequívoca a atuação intensa do Senhor em favor da humanidade.

Você experimentou pessoalmente a atuação de Deus? De que forma você percebeu a obra do Senhor em sua vida e na vida dos outros? De que forma você pode aprender a encontrar conforto no conhecimento da proximidade e intimidade de Deus conosco?

Sexta Ano Bíblico: Mt 24–26

Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 427-438: “O Perigo do Conhecimento Especulativo”; Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 746-749: “O Verbo Se Fez Carne”; O Grande Conflito, p. 5-8: “Prefácio” e “Introdução”.

“Deus Se agradou em comunicar Sua verdade ao mundo por meio de pessoas, e Ele mesmo, pelo Seu Espírito, qualificou e habilitou homens para realizar essa obra. Ele guiou a mente na escolha do que dizer e escrever. O tesouro foi confiado a vasos de barro, mas é, contudo, de origem celestial. O testemunho é transmitido mediante a imperfeita expressão da linguagem humana, porém é o testemunho de Deus, e o filho de Deus, crente e submisso, contempla nele a glória de um divino poder, cheio de graça e verdade.

“Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, o teste para avaliar a experiência religiosa. ‘Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra’” (2Tm 3:16, 17; O Grande Conflito, p. 8, 9).

Perguntas para reflexão
1. Em muitos aspectos, a ciência e a tecnologia têm sido uma grande bênção para a humanidade. De certa forma, também, a ciência tem nos ajudado a entender melhor o poder de Deus (por exemplo, considere o que ela mostrou sobre a absoluta complexidade da vida!). Quais, porém, são os limites óbvios ao que a ciência pode nos ensinar sobre Deus? Quando, também, a ciência pode atuar contra a verdadeira compreensão de Deus?
2. Por que a doutrina de um Deus triúno é tão importante para nós? O que significaria, por exemplo, se Cristo fosse qualquer outra coisa menos do que plenamente Deus?

Respostas sugestivas: 1. Uma candeia que brilha em lugar escuro; as profecias não foram dadas por vontade humana, mas homens santos foram movidos pelo Espírito Santo. 2. Útil para o ensino, repreensão, correção e educação na justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. 3. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”; a Palavra escrita nos protege dos ataques satânicos e tem autoridade para corrigir ideias erradas. 4. Mateus diz: enforcou; Atos diz: “precipitando-se, rompeu-se pelo meio”, e as suas entranhas se derramaram; o verbo precipitar também pode significar inchar: depois de se enforcar, seu corpo inchou e se rompeu. 5. O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 6. Deus Se refere a Si mesmo como “nós”; o Verbo (Jesus) estava com Deus; Ele é Deus e Criador; o batismo é feito em nome da pessoa do Espírito Santo, do Pai e do Filho. 7. A fé vem ao ouvirmos a Palavra de Deus; sem fé é impossível agradar a Deus; para estar perto de Deus, é preciso crer nEle e na recompensa que Ele prometeu. 8. Deus não muda; Deus é a fonte da luz e perfeição; Deus é amor; Deus é transcendente e infinito. 9. Confundiu as línguas e espalhou a sociedade de Babel; destruiu Sodoma e Gomorra; libertou Israel do Egito; enviou Jesus para morrer pelos pecadores; Jesus voltará para transformar os salvos e livrá-los do pecado